quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sistema Solar

Sistema Solar

O Sistema Solar é constituído por oito planetas principais:
O Sistema Solar também consta com os planetas anões ou plutóides:
Plutão, Éris, Makemake, Ceres, Haumea, etc.
 
Mercúrio
 
Mercúrio é o planeta mais interior do Sistema Solar. Está tão próximo do Sol que este, se fosse visto por um astronauta de visita ao planeta, pareceria duas vezes e meia maior e sete vezes mais luminoso do que observado da Terra.
O movimento de Mercúrio caracteriza-se ainda por uma particular relação entre o seu eixo e a revolução orbital à volta do Sol: o período de rotação, igual a 58,65 dias terrestres, dura exatamente dois terços do período orbital (o seu "ano" ) que é igual a 87,95 dias. 

 
 
 
Vénus 
 
                                 
Paisagem de Vénus, fruto da fantasia de um pintor. Sabe-se que no passado Vénus sofreu uma intensa atividade vulcânica e pensa-se que ainda poderá ocorrer a expulsão de gases e de lava.
Vénus, o segundo planeta do sistema solar por ordem de distância ao Sol, é o que pode aproximar-se mais da Terra e o astro mais luminoso do nosso céu, depois do Sol e da Lua. A órbita que o planeta percorre em 225 dias é praticamente circular. A rotação sobre o seu eixo é extremamente lenta, com um "dia" que dura quase 243 dias terrestres, efetuando-se em sentido retrógrado ao contrário dos outros planetas rochosos do Sistema Solar.
 


Terra

A Terra é o terceiro planeta do sistema solar, a contar a partir do Sol e o quinto em diâmetro.
Entre os planetas do Sistema Solar, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água, tem placas tectônicas e um forte campo magnético. A atmosfera interage com os sistemas vivos.
A ciência moderna coloca a Terra como único corpo planetário que possui vida, na forma como a reconhecemos.
 


Marte

Marte, ao lado, numa montagem fotográfica, a partir de imagens captadas pela sonda "Viking Orbiter" da NASA. É o resultado da composição de mais de uma centena de imagens, obtidas quando a sonda girava a 32.000 Km da superfície do planeta.
Conhecido pela sua característica coloração avermelhada, o planeta gira em volta do Sol a uma distância média de 228 milhões de quilômetros. A sua trajectória é marcadamente elíptica, demorando 686,98 dias para dar uma volta completa em redor do Sol e o seu plano orbital tem uma inclinação de apenas 1,86º em relação à órbita terrestre. Acompanham-no no seu movimento de revolução dois pequenos satélites (Deimos e Fobos) descobertos em 1877.




Júpiter

O planeta gigante é o centro de um sistema composto por 63 satélites e um ténue anel. Embora Vénus o supere em esplendor no céu da aurora ou do crepúsculo, Júpiter é sem dúvida, o planeta mais espetacular, inclusive para quem apenas disponha de um modesto instrumento óptico para a sua observação. Com o nome do rei dos deuses da tradição greco-romana, situado a uma distância média do Sol de 778,33 milhões Km, demora 11,86 anos a descrever uma órbita (ligeiramente elíptica) completa.
O que mais impressiona neste planeta são as suas gigantescas dimensões. Com um raio de 71.492 Km, um volume 1.300 vezes superior ao da Terra e uma massa equivalente a quase 318 massas terrestres, Júpiter supera todos os outros corpos do Sistema Solar, exceptuando o Sol.




Saturno

Até 1977, foi mais conhecido pela particularidade de ser o único planeta rodeado por um sistema de anéis. A partir de então, graças às avançadas observações realizadas a partir da Terra e às fascinantes descobertas das sondas? Voyager?, Saturno tornou-se uma atração universal.
Depois de Júpiter, Saturno é o maior planeta, com uma massa e um volume 95 e 844 vezes, respectivamente, superiores aos da Terra. Destes dados deduz-se que tenha uma densidade média equivalente a 69% da da água, o que indica que na composição deste corpo celeste predominam os elementos leves, como o hidrogênio e o hélio.
 


Urano

O primeiro dos planetas descobertos na época moderna, só é visível à vista desarmada em condições especialmente favoráveis. Situado a uma distância média do Sol de 2.871 milhões Km, demora 84,01 anos a descrever uma volta completa à volta do astro.
É um planeta singular, cujo eixo de rotação coincide praticamente com o plano orbital. Com o raio equatorial de 25.559 Km e a massa equivalente a 14,5 massas terrestres, o planeta Úrano pode considerar-se irmão gémeo do longínquo Neptuno. A coloração verde-azulada da atmosfera deve-se à abundância de metano gasoso (2% das moléculas) que absorve a luz do Sol. Além disso, o composto condensa-se a altitudes bastante elevadas e forma uma camada de nuvens.




Neptuno

A órbita de Neptuno situa-se a uma distância de 4.497 milhões de Quilômetros do Sol e para completar uma volta necessita de 165 anos. Assim, desde que foi descoberto (em Setembro de 1846) ainda não descreveu uma volta completa em redor do Sol. O planeta possui uma massa 17 vezes superior à da Terra, e uma densidade média igual a 1,64 vezes a da água. Como todos os gigantes gasosos, não apresenta uma separação nítida entre uma atmosfera gasosa e uma superfície sólida, pelo que se define convencionalmente como nível zero, o correspondente à pressão de 1 bar.
 

Eclipse Solar

Eclipse Solar

Um eclipse solar assim chamado, é um raríssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Do ponto de vista de um observador fora da Terra, a coincidência é notada no ponto onde a ponta o cone de sombra risca a superfície do nosso Planeta.



Tipos de eclipses
 
Há quatro tipos de eclipses solares:
  • eclipse solar parcial: somente uma parte do sol é ocultada pelo disco lunar.
  • eclipse solar total: toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua.
  • eclipse anulareclipse anelar ou eclipse em anel: um anel da luminosidade solar pode ser vista ao redor da lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu. Isso é similar à ocorrência do eclipse penumbral da lua.
  • eclipse híbrido, quando a curvatura da Terra faz com que o eclipse seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular.
Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o período em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol.

Esquema comparativo do eclipse anular e do total.



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

5 maneiras de ler mais livros e se tornar mais inteligente

Matéria publicada em 04/09/2013

Quer se tornar mais inteligente por meio da leitura? Uma boa ideia é aumentar o número de obras que você lê. Veja dicas que vão ajudá-lo a fazer isso

5 maneiras de ler mais livros e se tornar mais inteligente
Crédito: Shutterstock.com

Pesquisas sobre experiência de usuário mostram que cada vez mais as pessoas usam aplicativos ou recursos digitais para leitura

A leitura pode trazer diversos benefícios para a vida de uma pessoa. Com ela você expande os seus horizontes, aumenta o seu nível de cultura, ganha mais vocabulário e, em consequência, se torna uma pessoa mais inteligente. Porém, para alcançar todas essas vantagens é preciso fazer da leitura um hábito. Se você ainda não tem intimidade com os livros e quer se tornar alguém mais inteligente, veja dicas que vão ajudá-lo a ler mais livros:

1. Tenha sempre um livro

O melhor incentivo para ler mais livros é ter um exemplar sempre à mão. Leve um livro com você para onde você for, assim você pode utilizar o tempo livre para adiantar sua leitura.

2. Use os recursos digitais

Pesquisas sobre experiência de usuário mostram que cada vez mais as pessoas usam aplicativos ou recursos digitais para leitura. Se você não quer o peso de um livro, opte pela versão digital dele. Dessa maneira você pode ler no seu tablete ou mesmo no smartphone.

3. Grife as partes interessantes

É comum se distrair por alguns momentos durante a leitura e ter de acabar voltando várias páginas para entender o contexto do que está sendo discutido. Para evitar esse tipo de problema, uma boa saída é grifar o que você considera mais importante, independentemente de ser um livro técnico ou de ficção. Isso vai fazer com que você se mantenha atento ao que está lendo e evita a perda de tempo por voltar a conteúdos que você já viu.

4. Alterne leituras fáceis e difíceis

Existem leituras mais complexas que outras, o que pode desmotivar você e destruir seu interesse. Por isso, uma boa estratégia é alternar entre leituras mais difíceis e outras simples. Não é vergonha nenhuma ler livros de entretenimento, ninguém precisa ler apenas grandes nomes da literatura mundial ou obras que discutem temas profundos e complexos. Tente adaptar sua lista para que ela seja confortável para você.

5. Crie um hábito

A leitura pode ser maçante no começo, mas se tornará mais simples conforme você pratica. Por isso é fundamental que você não desista no primeiro livro que considerar difícil, vá em frente e crie o hábito de ler. Uma boa ideia é estabelecer metas. Quantos livros você quer ler no período de um mês? Aumente os objetivos conforme você perceber que a leitura está fluindo melhor.  

terça-feira, 17 de setembro de 2013

TELESCÓPIO SPITZER FAZ 10 ANOS NO ESPAÇO


TELESCÓPIO SPITZER FAZ 10 ANOS NO ESPAÇO

Por dez anos, imagens obtidas pelo telescópio Spitzer, da Nasa, ajudou cientistas a aprender mais sobre nosso universo. Por isso, preparamos uma retrospectiva das imagens mais incríveis feitas pelo Spitzer na última década. Embora pareçam um grupo de estrelas sendo ‘comidas’ por um monstro gigante, esta é, na verdade, uma região conhecida como ‘Asa’ da Pequena Nuvem de Magalhães, uma das galáxias anãs da Via Láctea.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Astrônomos brasileiros descobrem a mais velha estrela gêmea do Sol

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/astronomos-brasileiros-descobrem-a-mais-velha-estrela-gemea-do-sol

A estrela HIP 102152 tem idade estimada de 8,2 bilhões de anos, contra “apenas” 4,6 bilhões do Sol

"Irmã" mais velha: gêmea solar HIP 102152, situada a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Capricórnio
"Irmã" mais velha: gêmea solar HIP 102152, situada a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Capricórnio(ESO/Digitized Sky Survey 2. Davide De Martin)
Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por brasileiros, anunciou nesta quarta-feira a descoberta da estrela gêmea do Sol mais velha conhecida até hoje.  Situada a 250 anos-luz da Terra, na constelação do Capricórnio, a estrela HIP 102152 tem idade estimada de 8,2 bilhões de anos – contra "apenas" 4,6 bilhões do Sol.
Gêmeas solares são estrelas que possuem massa, temperatura e composição química semelhantes às do Sol. Elas ajudam os pesquisadores a prever o que deve acontecer com a estrela nos próximos bilhões de anos ou, no caso das gêmeas mais novas, como ela tem se modificado ao longo do tempo.
A descoberta da primeira gêmea solar, denominada 18 Scorpii, ocorreu em 1997. Desde então astrônomos do mundo todo procuram por mais astros com as mesmas características. A nova estrela gêmea, além de ser a mais velha, é mais parecida com o Sol do que qualquer outra.
O estudo foi realizado com dados do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO), que fica no Deserto do Atacama, no Chile. Em mais de 40 noites de observação, os pesquisadores estudaram a composição química e outras características da estrela. O estudo que relata as descobertas da equipe foi divulgado nesta quarta-feira no site do periódico Astrophysical Journal Letters e sairá em sua versão impressa no próximo mês.
O mistério do lítio – O estudo já permitiu aos pesquisadores contribuir para a solução de um mistério de seis décadas. Por meio do estudo de meteoritos, os pesquisadores sabem que, durante sua formação, o Sol tinha uma quantidade de lítio muito maior do que a atual (estima-se que a quantidade existente agora corresponda a cerca de 1% da original). Gêmeas solares também têm quantidades maiores deste elemento. O que teria acontecido com o lítio presente no Sol?
Com a descoberta da HIP 102152, que tem em sua composição ainda menos lítio do que o Sol, os pesquisadores descobriram que há uma correlação entre a quantidade do elemento químico e a idade da estrela: conforme o astro envelhece, os processos que ocorrem em seu interior fazem com que a quantidade de lítio diminua.
Busca por planetas – As análises da nova gêmea mostraram ainda que, assim como o Sol, ela apresenta uma deficiência nos elementos refratários, aqueles que são capazes de suportar altas temperaturas e também são abundantes em meteoritos e em planetas rochosos, como a Terra. Os pesquisadores acreditam que esses elementos se encontram em menor quantidade no Sol exatamente porque foram incorporados aos planetas rochosos que fazem parte do Sistema Solar. O fato de a HIP 102152 apresentar as mesmas características indica que ela pode hospedar planetas desse tipo, apesar de nenhum deles ter sido encontrado até o momento orbitando a estrela.
Também não foi encontrado nenhum planeta gigante, como Júpiter, na zona habitável da estrela. Jorge Meléndez, pesquisador Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo, explica que esse fato reforça a possibilidade de que um planeta parecido com a Terra possa existir. Isso porque os equipamentos disponíveis atualmente não conseguem identificar planetas pequenos como a Terra, mas os planetas gigantes são mais facilmente encontrados. A existência de algum deles na zona habitável da estrela tornaria improvável a presença de um planeta rochoso, já que sua órbita seria desestabilizada pelo corpo celeste maior.

Cores e sensações no Jardim das Borboletas

http://obsma.blogspot.com/search/label/Edi%C3%A7%C3%A3o%20115

Borboletário inaugurado na Fiocruz celebra a biodiversidade e o conhecimento científico

Juliana Marques 

Elas são protagonistas de histórias e poemas, deixam os jardins mais coloridos e são responsáveis pela polinização de inúmeras espécies de plantas. As borboletas, insetos que passam por quatro etapas em seu ciclo de vida, são agora a principal atração do Museu da Vida, na Fiocruz e ganharam um espaço especial: um jardim que abriga mais de cinquenta espécimes, de três espécies diferentes. 

Ao passear no jardim das borboletas, é possível observar seus hábitos, suas principais características e conhecer algumas curiosidades. Em uma área de 84 m², os insetos pousam em flores e folhas cuidadosamente escolhidas, de acordo com a preferência de cada espécie. Os primeiros exemplares vieram em pupas de Belém do Pará, mas em breve a reprodução poderá ser realizada na própria Fiocruz.


As Dryas Julias alimentam-se de pólen e folha de maracujá (Foto: Juliana Marques)

Tingidas com as mais diferentes tonalidades, as borboletas representam com delicadeza a biodiversidade. Durante a inauguração do Jardim, o presidente da Fiocruz Paulo Gadelha destacou a importância destes animais para a preservação do meio ambiente. “A criação de projetos como este torna ainda mais abrangente a capacidade de estimular o conhecimento. De forma lúdica, a população pode interagir com as borboletas e perceber os pequenos detalhes da natureza”, explicou.   

Crianças do Ensino Fundamental de escolas municipais do Rio de Janeiro foram as primeiras a receber as borboletas recém-chegadas. Os estudantes viram de perto os insetos e participaram de diversas atividades promovidas pelo Museu da Vida, como oficina de contos, dobraduras de origami, pinturas, esculturas de massinha e observaram no microscópio as estruturas celulares do inseto. 



Borboleta brancão deposita os ovos na folha da couve (Foto: Juliana Marques)

De acordo com o entomólogo e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Ricardo Lourenço, o Jardim das Borboletas foi pensado para aproximar o público deste animais – e quem sabe – revelar futuros cientistas. “O contato direto com o inseto vivo, observando sua morfologia e hábitos, pode estimular a vocação de futuros naturalistas. Além disso, leva à reflexão sobre como a biodiversidade é importante por si só e para a preservação do equilíbrio ecológico do planeta”, afirmou Lourenço, que também é o idealizador do projeto. 


O Jardim das Borboletas 

Local: ao lado da Tenda da Ciência do Museu da Vida – campus da Fiocruz (Avenida Brasil 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ) 
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30 (com agendamento); no sábado, das 10h às 16h (visita livre)
Entrada gratuita
Mais informações no site www.museudavida.fiocruz.br

Classificação dos Seres Vivos



ASTRONOMIA PRÉ-HISTÓRICA


http://www.ccvalg.pt/astronomia/historia/pre_historia.htm



Desde tempos imemoriais o homem olhou o céu. Logo após a formação das primeiras sociedades, à noite em torno das fogueiras que serviam de proteção às sociedades primitivas, os primeiros seres humanos terão visto os pontos luminosos que existem no céu e ter-se-ão questionado sobre a origem e significado dos mesmos. Ao longo de séculos, essas pequenas velas cósmicas inspiraram poetas e visionários, que nelas viam o sonho e o almejado atingir de um estado de graça divino.

A história da Astronomia está por isso intimamente ligada à história do próprio Homo Sapiens, enquanto espécie capaz de estruturar sociedades e de construir conhecimento a partir da transmissão de informação de geração para geração.
Muito antes da invenção da escrita, já o céu se constituía como um importante recurso cultural entre as sociedades primitivas por todo o Mundo. Os comerciantes marítimos navegavam pelas estrelas, as comunidades agrícolas usavam-nas para saber quando deviam semear as suas culturas, sistemas ideológicos associavam determinados objetos celestes a eventos cíclicos que associavam quer a entidades terrenas como divinas e começaram a existir algumas técnicas preditivas de determinados eventos, como por exemplo, os eclipses.
Existem alguns exemplos em que é clara a integração dos objetos celestes em culturas pré-históricas. Por exemplo, foram encontradas máscaras em que é clara a integração de elementos celestes nas mesmas; esse tipo de motivos continua patente em muitas tribos primitivas atuais (ver Figura 1).
 

Figura 1 - Espírito da Lua dos Inuit. O rebordo em torno da máscara representa o ar, os aros representam os níveis do cosmos e as penas representam as estrelas. Nesta cultura Árctica a Lua fornece a maior parte da luz durante os meses de inverno pelo que ocupa um lugar proeminente na sua cultura.
Crédito: Hoskins,1997
 

Figura 2 - Sir Norman Lockyer.
 
Terão as culturas pré-históricas europeias tido uma cultura quase científica de observações precisas, que levassem mesmo à previsão de certos eventos? Ao longo da Europa existem restos megalíticos, construídos nos terceiro e segundo milênios antes de Cristo, que contêm alinhamentos que foram elaborados por razões astronômicas.
Sir Norman Lockyer (Figura 2), um astrônomo inglês do século XX, afirmou a este respeito:
Pela minha parte, considero que é agora completamente inequívoco, que os nossos antigos monumentos foram construídos para marcar os locais de nascente e poente de certos corpos celestes.
O tipo de alinhamentos referidos por Lockyer encontra-se patente em diversos monumentos megalíticos, dos quais o mais proeminente é Stonehenge (Figura 3).
O alinhamento de Stonehenge ao meio-dia do solstício é talvez a maior manifestação da Astronomia dos nossos antepassados. Não é provável, apesar da precisão que se verifica com certas efemérides astronômicas, que Stonehenge tenha funcionado como observatório astronômico, no sentido atual do termo, sendo mais provável que tenha sido um local de culto para rituais pagãos ligados a essas mesmas efemérides. O eixo do alinhamento de Stonehenge encontra-se na direção do nascer-do-sol no solstício de Inverno, e em direção ao pôr-do-sol no solstício de Verão.
Elementos megalíticos deste tipo são comuns na Grã-Bretanha, encontrando-se os círculos exteriores constituídos por 27 ou 28 pedras, que representam a duração do ciclo lunar. A Figura 4 representa uma reconstituição de Stonhenge, considerado como círculo de pedras estruturado de forma padrão.
 
 

Figura 3 - Stonehenge.
Crédito: Hoskins, 1997
 

Figura 4 - Reconstituição do que terá sido o aspecto de Stonehenge no segundo milênio antes de Cristo.
Crédito: North, 1994
 
 
Em Portugal, existe um monumento megalítico deste tipo, próximo de Évora: o Cromeleque dos Almendres (coordenadas geográficas: 38° 33.45291'N 08° 03.67664'W).

Figura 5 - Cromeleque de Almendres.
O Cromeleque dos Almendres constitui a maior planta neolítica da Península Ibérica, com 92 menires parcialmente trabalhados formando círculos e alinhamentos relacionados com efemérides astronômicas.
 
CONSTELAÇÕES
O olhar para o céu desde cedo levantou a questão da sua organização. De facto, a necessidade do Homem organizar e catalogar a informação está patente no nosso quotidiano em quase todas as áreas de atividade. Quando entramos num supermercado, por exemplo, sabemos que se num expositor se encontram massas, provavelmente nesse expositor não haverá leite. Tal como se criou os mapas para nos orientarmos ao nível do solo, o Homem criou cartas celestes para se orientar através dos céus. Nas cartas celestes, as constelações são o equivalente aos países dos mapas e as estrelas o equivalente às povoações.
 
 
  
 
Figura 6 - Constelações do Hemisfério Norte. A - Os traços de união que permitem construir figuras imaginárias; B - Na Antiguidade chegavam mesmo a atribuir formas tridimensionais em torno dos traços da união.
 
 
As constelações são padrões que os seres humanos percepcionaram a partir da distribuição aleatória das estrelas visíveis no céu à vista desarmada. Representam a projeção de figuras ou imagens com relevância social, tecnológica ou mitológica para aqueles que as inventaram na época em que viviam. Originalmente refletiam uma crença supersticiosa que os céus continham entidades ou divindades que no passado, presente ou futuro, poderiam afetar o destino humano. Esta crença ainda hoje se mantém com uma estranha adesão popular à astrologia. As estrelas de uma dada constelação não têm normalmente qualquer relação física entre elas e podem encontrar-se a distâncias completamente diferentes da Terra. Para os astrônomos atuais as constelações são auxiliares de memória que permitem saber melhor as coordenadas numéricas e ter uma ideia aproximada de qual é a área do céu que está a ser referida numa conversa.
A nossa abordagem vai considerar sobretudo as constelações ocidentais; no entanto, não deve ser esquecido que existem diversas formas tradicionais de definir as constelações para além destas. Por exemplo, as cartas celestes chinesas tinham 28 casas lunares e 122 agrupamentos de constelações. Os índios dos Andes possuíam uma série de nomes de constelações, tal como os navegadores da Polinésia.
Houveram tentativas audaciosas de redesenhar todo o céu: por exemplo, Julius Schiller no seu Coelum Stellatum Christianum..., publicado em Augsburgo em 1627, tentou substituir os símbolos pagãos por santos cristãos, baseado nos mesmos agrupamentos de estrelas.
A versão atual das constelações começou a ser traçada por Ptolomeu, que compilou as crenças anteriores à sua existência no primeiro catálogo real de estrelas, o Almagest. Diz-se frequentemente que todos os nomes tradicionais de estrelas como "Aldebaran" ou "Betelgeuse" são de origem árabe, mas isto é simplificar demasiadamente a questão, pois os nomes das estrelas têm inúmeras origens linguísticas, tendo os nomes das estrelas do Hemisfério Sul, como por exemplo "Acrux", sido atribuídos na Idade Moderna. O catálogo de Ptolomeu continha 48 constelações incluindo já as mais famosas e espetaculares como Orionte, o Touro, Pégaso, entre outras.
Com o passar do tempo, as constelações foram ilustradas em vários manuscritos, especialmente nos manuscritos árabes. Em 1482 surgiu a primeira edição de Poeticon Astronomicon de Caius Julius Hyginus, o primeiro livro a conter representações impressas das constelações mais proeminentes.
Desde então têm sido escritos imensos livros dedicados à descrição e representação das constelações.
Para um astrofísico, a constelação é uma região contida dentro de limites definidos em função da ascensão recta e da declinação que se encontram na área onde os antigos imaginavam as figuras que deram o nome à constelação.
 

Figura 7 - Concepção das Constelações. Na Antiguidade atribuíram nomes do seu quotidiano ou do seu imaginário às constelações. Hoje seria possível imaginar objectos. A - Centauro; B - Sagitário.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Reino Fungi


Reino Fungi

Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Os Fungos e sua Importância

Ecológica
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.

Fungos apodrecendo o morango.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem.

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos.
      
Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.

Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando asmicorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.

Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramínias em geral.
As micorrizas são muito freqüentes também em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como os cerrados, no território brasileiro. Nesses casos, elas representam um fator importânte de adaptação, melhorando as condições de nutrição da planta.
Certos grupos de fungos podem estabelecer associações mutualísticas com cianobactérias ou com algas verdes, dando origem a organismos denominados líquens. Estes serão discutidos posteriormente.

Econômica
Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns são anaeróbios e realizam afermentação.
Camembert
Destes últimos, alguns são utilizados no processo defabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécieSaccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açucar em álcool etílico e CO(fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de  Orealizam a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.
Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último caso, o COque vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve.
Roquefort
O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a "liga" do pão. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto quanto os feitos com farinha rica em glúten.
Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente.

Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. É o caso da Morchellae da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.

Morchella
 
Agaricus

Doenças Causadas por Fungos
Micose em couro cabeludo

As micoses que aparecem comumente nos homens são doenças provocadas por fungos. As mais comuns ocorrem na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte da superfície do corpo.
São comuns as micoses do couro cabeludo e da barba (ptiríase), das unhas e as que causam as frieiras (pé-de-atleta).
As micoses podem afetar também as mucosas como a da boca. É o caso so sapinho, muito comum em crianças. Essa doença se manifesta por multiplos pontos brancos na mucosa.
Existem, também, fungos que parasitam o interior do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões.

Sensacional fenômeno de ocultação de Vênus pela Lua dia 8 /9/13. Imperdível!

www.oba.org.br 

Sensacional fenômeno de ocultação de Vênus pela Lua dia 8 /9/13. Imperdível!
Vênus é o planeta mais brilhante visto pelo nosso céu. Desde meados de julho ele vem iluminando os fins de tarde. E no próximo dia 8 de setembro poderemos admirar mais um fenômeno astronômico de fácil observação: a ocultação do brilhante Vênus pela Lua. 
Nessa data, o nosso satélite natural passará bem em frente ao planeta encobrindo-o completamente. Isso ocorrerá por volta das 19h em muitas cidades do Sul, situadas abaixo de Florianópolis (latitudes Sul maiores que 27 graus). Basta olhar na direção da Lua muitos minutos antes para sentir como “evolui” o fenômeno. Depois, o astro poderá ser visto novamente, reaparecendo no lado iluminado (brilhante) da Lua. Quem mora em regiões do país acima de Florianópolis, não verá a ocultação. Mas valerá a pena olhar a beleza do quadro que se formará com a passagem da Lua muito ‘próxima’ a Vênus”. 
A ocultação ocorrerá no lado poente após o pôr do Sol. A Lua terá um tom acinzentado na ocasião. Um pouco abaixo (cerca de 3 graus = 6 vezes o diâmetro aparente da Lua) dela, estará a estrela Espiga (ou Spica), a qual é de primeira magnitude, pertencente à constelação da Virgem. Ela tem importância histórica, pois é mostrada na bandeira brasileira acima da faixa Ordem e Progresso representando o estado do Pará.
 Vênus não é o único astro que está sendo observado no céu noturno. Desde o mês passado, temos visto Saturno transitar pelo nosso céu. E no dia  da ocultação, ele estará  a cerca de 10 graus acima de Vênus e Lua, quase em linha com Spica.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gás Sarin



Por Ana Maria da Luz
gás sarin é um gás altamente tóxico, pertencente ao grupo dos organo-fosforados, cuja fórmula molecular é C4H10PFO2. Foi descoberto acidentalmente em 1936 por Gerhard Scharader, químico alemão, durante uma síntese de defensivos agrícolas.  Esse gás é encontrado na forma líquida ou vapor, possui odor adocicado. Seu ponto de fusão é de -57°C,  ponto de ebulição de 147°C e densidade 1,089 g/mL. Por ser um gás perigoso não há divulgação de sua síntese , pois, se isso acontecer poderá ser fabricado e utilizado de forma inadequada. O ácido fosfórico (H3PO4) presente na molécula do gás Sarin e a temperatura, são fatores que aceleram a reação do gás, fazendo com que a mesma se torne rápida.

gas sarinUtilização

  • Utilizado por militares como arma química nas guerras, era aplicado através de aviões, observando a direção do vento, podendo assim ser lançado de longa distância. No entanto, o piloto também corria o risco de ser contaminado.
  • Foi utilizado num atentado ao metrô em 1995 na cidade de Tóquio no Japão, matando 11 pessoas e intoxicando mais de 5 mil.
  • Na preparação de mísseis geralmente mistura-se o gás Sarin ao isopropanol ou isopropalamina.

Sintomas

Quando uma pessoa é contaminada por esse gás pode apresentar vômitos, dores de cabeça, insuficiência respiratória, suor excessivo, diminuição dos batimentos cardíacos, convulsões, espasmo muscular entre outros.

Ação no organismo e descontaminação

Atua no sistema nervoso central impedindo a enzima acetilcolinesterase de transmitir impulsos nervosos ao organismo, sendo assim, os músculos se desordenam fazendo com que os órgãos parem de funcionar. É absorvido através dos olhos, pele, e também pela ingestão ou inalação. Em concentrações de 200 mg de sarin/m³,  age muito rápido no organismo causando a morte em poucos minutos.
Existem antídotos inibidores do gás Sarin no organismo, como a atropina na forma de sulfato de atropina, mas é preciso ser aplicado imediatamente após ser contaminado. Outra ação imediata deve ser a remoção das roupas da pessoa contaminada e a lavagem ou evaporação do gás existente no local. Nunca fazer respiração boca a boca na vítima e encaminhá-la rapidamente para atendimento médico.
Sua ação depende do pH do meio onde ele se encontra,  ou seja, em pH ácido, entre 2 e 8 esse gás é altamente potente. Assim, pode-se neutralizar seus efeitos utilizando soluções alcalinas de carbonato de sódio (Na2CO3), hidróxido de sódio (NaOH) ou hidróxido de potássio (KOH).
Para não correr o risco de se contaminar com o gás Sarin, a melhor prevenção é a proteção física com máscaras de gases e roupas adequadas, no caso da sua utilização para fins legais. Mas a melhor proteção é a conscientização de que esse tipo de arma química não deveria estar em uso.
Fontes:
http://www.quiprocura.net/armasq/sarin.htm
http://www.escolainterativa.com.br/canais/18_vestibular/estude/quimi/tem/qui_tem031.asp
Foto: http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/06/peritos-independentes-confirmam-uso-de-armas-quimicas-na-siria