segunda-feira, 8 de junho de 2020

QUÍMICA - 3EM - ATV01

QUÍMICA - 3EM - ATV01


Acidez e basicidade das águas e alguns de seus efeitos no meio natural e no sistema produtivo.

Competências e habilidades:
Utilizar valores da escala de pH para classificar soluções aquosas como ácidas, básicas e neutras (a 25ºC).



Acidez e basicidade



Atividades que mais consomem água


Uso Racional da Água


Escala de pH



Acidez e basicidade
Na Química Inorgânica, as funções mais importantes são os ácidos, as bases, os sais e os óxidos.
Tarefa das mais importantes na atividade científica é reunir substâncias semelhantes em classes ou grupos, de modo a facilitar seu estudo. Uma classificação fundamental, nascida na metade do século XVIII, é a que divide as substâncias em inorgânicas (ou minerais) e orgânicas. Inicialmente, dizia-se:
Substância inorgânica (ou mineral) é a que se origina dos minerais.
Substância orgânica é a que se origina dos organismos vivos (vegetais e animais).
Posteriormente, verificou-se que todas as substâncias orgânicas contêm o elemento carbono e, então, passou-se a dizer:
Substâncias orgânicas são as que contêm carbono.
Substâncias inorgânicas (ou minerais) são as formadas por todos os demais elementos químicos.
Função química é um conjunto de substâncias com propriedades químicas semelhantes, denominadas propriedades funcionais.
As principais funções químicas inorgânicas que iremos estudar são: os ácidos, as bases, os sais e os óxidos.
Dissociação e ionização
Outro fato importante é que os não-eletrólitos são sempre substâncias moleculares (como é o caso do açúcar). Os eletrólitos, no entanto, podem ser substâncias moleculares ou iônicas. De fato, o sal comum já é formado por íons (Na+ e Cl-) no seu estado natural, que é o estado sólido; a água da solução apenas provoca a separação dos íons já existentes:
α =    Número de moléculas ionizadas
             Número de moléculas dissolvidas
Para medir a temperatura, usamos um termômetro, ou melhor, uma escala termométrica. Para medir a acidez ou a basicidade de uma solução, usamos uma escala denominada escala de pH, que varia de zero (soluções muito ácidas) até 14 (soluções muito básicas); o valor pH = 7 indica uma solução neutra (nem ácida nem básica).
ÁCIDOS
Do ponto de vista prático, os ácidos apresentam as seguintes características:
• formam soluções aquosas condutoras de eletricidade;
• mudam a cor de certas substâncias (chamadas, por esse motivo, de indicadores de ácidos).
Os ácidos são muito comuns em nosso dia-a-dia: o vinagre contém ácido acético (C2H4O2); o limão, a laranja e demais frutas cítricas contêm ácido cítrico (C6H8O7); a bateria de um automóvel contém ácido sulfúrico (H2SO4); o ácido muriático, usado para a limpeza de pisos, azulejos etc., contém ácido clorídico (HCl); e assim por diante.
Os ácidos são muito usados, nas indústrias químicas, para a produção de novos materiais. Em particular, o ácido sulfúrico é o primeiro colocado em uso industrial. Devemos lembrar, porém, que acidentes com trens e caminhões transportando ácido sulfúrico podem dar origem a vazamentos do ácido, com efeitos bastante danosos ao meio ambiente.
Ácidos são compostos que em solução aquosa se ionizam, produzindo como íon positivo apenas cátion hidrogênio (H-).
BASES OU HIDRÓXIDOS
Do ponto de vista prático, bases ou hidróxidos são substâncias
que apresentam as seguintes características:
• formam soluções aquosas condutoras de eletricidade;
• fazem voltar a cor primitiva dos indicadores, caso essa cor tenha sido alterada por um ácido (essa característica das bases dá sentido ao nome indicadores ácido-base).
As bases são muito comuns em nosso cotidiano. Vários líquidos de limpeza usados nas cozinhas contém bases, como o hidróxido de sódio (NaOH), presente em substâncias para desentupir pias, o hidróxido de amônio (NH4OH), encontrado no amoníaco etc. O chamado “leite de magnésia”, usado para combater a acidez estomacal, contém hidróxido de magnésio (Mg (OH)2).
As bases são também muito usadas nas indústrias químicas. O hidróxido de sódio, por exemplo, é empregado na produção de sabões, detergentes, tecidos etc.
Bases ou hidróxidos são compostos que, por dissociação iônica, liberam, como íon negativo, apenas o ânion hidróxido (OH-), também chamado de oxidrila ou hidroxila.
SAIS
Os sais são também muito comuns em nosso cotidiano: o sal comum, NaCl (cloreto de sódio), está presente em nossa alimentação, na conservação de alimentos (carne-seca, bacalhau e outros) etc; o bicarbonato de sódio, NaHCO3, é usado como antiácido e também no preparo de bolos e biscoitos; o sulfato de sódio, Na2SO4 (sal de Glauber), e o sulfato de magnésio, MgSO4 (sal amargo), são usados como purgante; o gesso usado em ortopedia ou em construção é o sulfato de cálcio hidratado, 2 CaSO4.H2O; e assim por diante.
Os sais também são muito usados nas indústrias químicas. O sal comum (NaCl) é muito usado na fabricação da soda cáustica (NaOH), do gás hidrogênio (H2) e do gás cloro (Cl2). Outro exemplo importante é o do calcário (CaCO3) usado na fabricação da cal (CaO), do vidro, do cimento, como fundente em indústrias metalúrgicas etc.
Sais são compostos formados juntamente com a água na reação de um ácido com uma base de Arrhenius. Sais são compostos iônicos que possuem, pelo menos, um cátion diferente do H+ e um ânion diferente do OH-.
ÓXIDO
Óxidos são compostos binários nos quais o oxigênio é o elemento mais eletronegativo.
Por exemplo: H2O, CO2, Fe2O3, SO2, P2O5 etc.
Os óxidos constituem um grupo muito numeroso, pois praticamente todos os elementos químicos
formam óxidos (até mesmo gases nobres, como, por exemplo, o XeO3).
Apenas os compostos oxigenados do flúor (como, por exemplo, OF2 e O2F2) não são considerados óxidos, mas sim fluoretos de oxigênio, pois, como já vimos, o flúor é mais eletronegativo que o oxigênio.
Sendo assim, outra definição possível para os óxidos seria:
Óxidos são compostos binários do oxigênio com qualquer outro elemento químico, exceto o flúor.
Óxidos básicos são óxidos que reagem com a água, produzindo uma base, ou reagem com um ácido, produzindo sal e água.
Óxidos ácidos ou anidridos são óxidos que reagem com a água, produzindo um ácido, ou reagem com uma base, produzindo sal e água.
Óxidos anfóteros podem se comportar ora como óxido básico, ora como óxido ácido.
Óxidos indiferentes (ou neutros) são óxidos que não reagem com água, nem com ácidos nem com bases.
Óxidos duplos são óxidos que se comportam como se fossem formados por dois outros óxidos, do mesmo elemento químico.
Peróxidos são óxidos que reagem com a água ou com ácidos diluídos, produzindo água oxigenada (H2O2).

QUÍMICA - 2EM - ATV01

QUÍMICA - 2EM - ATV01


Transformações químicas como resultantes de quebra e formação de ligações.

Competências e habilidades:
Reconhecer que há energia envolvida na quebra e formação de ligações químicas.




LIGAÇÕES QUÍMICAS




Transformações químicas como resultantes de quebra e formação de ligações
Sabemos que nas transformações químicas se formam novos materiais e que podemos explicar essa formação por meio do rearranjo dos átomos que constituem as substâncias reagentes. Você pode se perguntar, admitindo a ideia de formação de ligação entre os átomos, como esses rearranjos ocorrem. Assim, vamos estudar a quebra e a formação de ligações químicas.
Energia de ligação é a energia necessária para romper 1 mol de dada ligação em uma molécula ou que é a energia liberada na formação de 1 mol de ligação na referida molécula.
Os átomos, na natureza, raramente ficam isolados, pois tendem a se unir uns aos outros, formando tudo o que conhecemos na Terra — das rochas aos seres vivos. Vamos explicar de que maneira os átomos se unem para formar as substâncias químicas. Já vimos que cada substância tem sua fórmula — a da água é H2O; a do sal comum, NaCl; a do gás carbônico é CO2, e assim por diante. Mas como foi que os cientistas chegaram a essas fórmulas? A História mostra que o caminho foi longo. No início do século XIX, Dalton imaginava que os átomos se uniam sempre um a um (a fórmula da água seria HO). Somente na metade do século XIX, a partir das ideias de Avogadro e Canizzaro, é que se consolidou a noção de molécula que conhecemos atualmente. E só no início do século XX foi explicada a participação dos elétrons nas ligações químicas.
LIGAÇÃO IÔNICA, ELETROVALENTE OU HETEROPOLAR
Tendo cargas elétricas opostas, os cátions e os ânions se atraem e se mantêm unidos pela chamada ligação iônica, originando-se assim a substância cloreto de sódio (Na+Cl-), que é o sal comum usado em cozinha. Na prática, porém, uma reação não envolve apenas dois átomos, mas um número enorme de átomos, de modo que no final teremos um aglomerado envolvendo um número enorme de íons, como mostramos na ilustração abaixo (com uso de cores-fantasia e sem escala).
A ligação iônica ocorre, em geral, entre átomos de metais com átomos de não-metais, pois:
• os átomos dos metais possuem 1, 2 ou 3 elétrons na última camada e têm forte tendência a perdê-los (veja os casos do Na, do Mg e do Al, nos exemplos anteriores);
• os átomos dos não-metais possuem 5, 6 ou 7 elétrons na última camada e têm acentuada tendência a receber mais 3, 2 ou 1 elétron e, assim, completar seus octetos eletrônicos.
 
Ligação iônica é a força que mantém os íons unidos, depois que um átomo cede definitivamente um, dois ou mais elétrons para outro átomo. Eletrovalência é a carga elétrica do íon.

LIGAÇÃO COVALENTE, MOLECULAR OU HOMOPOLAR
Consideremos, como primeiro exemplo, a união entre dois átomos do elemento hidrogênio (H) para formar a molécula da substância simples hidrogênio (H2):



Nesta última representação, o traço (—) está indicando o par de elétrons que os dois átomos de hidrogênio passam a compartilhar. Assim, por comodidade, costuma-se representar uma ligação covalente normal por um traço.
A molécula H2 é estável (isto é, os átomos não se separam) porque há um equilíbrio entre as forças de atração elétrica (entre núcleos e elétrons) e as forças de repulsão elétrica (entre os dois núcleos e entre os dois elétrons), como ilustramos na figura a seguir.
Na ligação covalente, entre átomos iguais, podemos falar também em raio covalente (r), como a metade do comprimento da ligação (d ), isto é, metade da distância que separa os dois núcleos.
Ligação covalente ou covalência é a união entre átomos estabelecida por pares de elétrons.
Nesse tipo de ligação, a valência recebe o nome particular de covalência e corresponde ao número de pares de elétrons compartilhados.
As fórmulas em que os elétrons aparecem indicados pelos sinais • e x são chamadas fórmulas eletrônicas ou fórmulas de Lewis.
Quando os pares eletrônicos covalentes são representados por traços (), chamamos essas representações de fórmulas estruturais planas; no último exemplo considerado:
Todos os exemplos dados até agora foram de substâncias simples. No entanto, as ligações covalentes aparecem ainda com maior frequência entre as substâncias compostas, como passamos a ilustrar.
• Formação da molécula do cloridreto ou gás clorídrico (HCl) (página ao lado; uso de cores-fantasia):
LIGAÇÃO METÁLICA
Os metais e as ligas metálicas são cada vez mais importantes em nosso dia-a-dia.
Estrutura dos metais - No estado sólido, os átomos dos metais (e de alguns semimetais) se agrupam de forma geometricamente ordenada, dando origem às células, ou grades, ou reticulados cristalinos.
Uma das principais características dos metais é a condução fácil da eletricidade. A consideração de que a corrente elétrica é um fluxo de elétrons levou à criação da chamada teoria da nuvem eletrônica (ou teoria do mar de elétrons).
Propriedades dos metais
Em virtude de sua estrutura e do tipo de ligação, os metais apresentam uma série de propriedades
características que, em geral, têm muitas aplicações práticas em nosso dia-a-dia. Listamos abaixo aquelas que podemos citar como principais propriedades dos metais.
Brilho metálico: os metais, quando polidos, refletem a luz como se fossem espelhos, o que permite o seu uso em decoração de edifícios, lojas etc.
Condutividades térmica e elétrica elevadas: os metais, em geral, são bons condutores de calor e eletricidade. Isso é devido aos elétrons livres que existem na ligação metálica, como foi explicado no item anterior, e que permitem um trânsito rápido de calor e eletricidade através do metal.
A condução do calor é importante, por exemplo, no aquecimento de panelas domésticas e caldeiras industriais; a condução da eletricidade é fundamental nos fios elétricos usados nas residências, escritórios e indústrias.
Densidade elevada: os metais são, em geral, densos. Isso resulta das estruturas compactas, explicadas na página anterior, e está também de acordo com a variação das densidades absolutas,
vista na página 127, no estudo das propriedades periódicas dos elementos químicos.
Pontos de fusão e de ebulição elevados: os metais, em geral, fundem e fervem em temperaturas elevadas, como vimos na página 127, no estudo das propriedades periódicas. Isso acontece porque a ligação metálica é muito forte, e “segura” os átomos unidos com muita intensidade.
Note que isso é muito importante na construção de caldeiras, tachos, reatores industriais etc., em que ocorrem aquecimentos intensos.
Resistência à tração: os metais resistem bastante às forças que, quando aplicadas, tendem a alongar uma barra ou fio metálico. Essa propriedade é também uma consequência da “força” com que a ligação metálica mantém os átomos unidos. Uma aplicação importante da resistência à tração é a aplicação dos metais em cabos de elevadores ou de veículos suspensos (como os bondinhos do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro); outra aplicação é a colocação de vergalhões de aço dentro de uma estrutura de concreto para torná-la mais resistente é o chamado concreto armado, de largo uso na construção de pontes, edifícios etc.
Maleabilidade: é a propriedade que os metais apresentam de se deixarem reduzir a chapas e lâminas bastante finas, o que se consegue martelando o metal aquecido ou, então, passando o metal aquecido entre cilindros laminadores, que o vão achatando progressivamente, originando, assim, a chapa metálica (essa mesma técnica é usada nos cilindros que “abrem” massa de macarrão, pastel etc.). Isso é possível porque os átomos dos metais podem “escorregar” uns sobre os outros. Essa é uma das propriedades mais importantes dos metais, se considerarmos que as chapas metálicas são muito usadas na produção de veículos, trens, navios, aviões, geladeiras etc. O ouro é o metal mais maleável que se conhece; dele são obtidas lâminas com espessura da ordem de 0,0001 mm, usadas na decoração de imagens, estatuetas, bandejas etc.
Ductilidade: é a propriedade que os metais apresentam de se deixarem transformar em fios, o que se consegue “puxando” o metal aquecido através de furos cada vez menores. A explicação para isso é semelhante à da maleabilidade. Os fios produzidos, de maior ou menor diâmetro, são muito usados nas construções, em concreto armado ou como fios elétricos e arames de vários tipos. O ouro é também o metal mais dúctil que se conhece; com 1 grama de ouro é possível obter um fio finíssimo com cerca de 2 km de comprimento.

FELTRE, Ricardo. Química – Química Geral. Ed. Moderna. 6ª edição. São Paulo. 2004

QUÍMICA - 1EM - ATV01


QUÍMICA - 1EM - ATV01

Conservação da massa e proporção entre as massas de reagentes e produtos nas transformações químicas.

Competências e habilidades:
Reconhecer a conservação de massa em transformações químicas.

Queima de alimentos 



Poder Calorífico dos Combustíveis


Combustão completa x incompleta


Ponto de Fulgor


Vários materiais existentes na natureza se apresentam e se transformam. Nesta atividade, vamos explicar o longo caminho percorrido pela humanidade nas tentativas de explicar como é a matéria “por dentro” e o que acontece durante as transformações materiais.
Mostraremos que há somente cerca de 200 anos os cientistas conseguiram realizar experiências capazes de fundamentar a existência do átomo. Veremos, então, como o mundo invisível do átomo (mundo microscópico) torna possível explicar todos os tipos de matéria e de transformações que vemos diariamente (mundo macroscópico), bem como as trocas de energia associadas a essas transformações. A ideia do átomo ajudou a consolidar a Química como ciência, cujo desenvolvimento possibilitou a criação de milhares de novos materiais (medicamentos, tecidos, corantes etc.) que transformaram a existência da humanidade, nos dois últimos séculos.

Ao longo dos séculos, no trabalho de obter novos materiais e nas tentativas de explicar essas obtenções, podemos destacar os seguintes fatos históricos:
• Entre aproximadamente os anos 500 e 1500 da era cristã, desenvolveu-se entre árabes e europeus
o trabalho dos alquimistas, muitos deles movidos pelo sonho de obter o elixir da longa vida, que poderia tornar o ser humano imortal, e a pedra filosofal, que teria o poder de transformar metais baratos em ouro.
• A partir do século XVI, com o desenvolvimento da alquimia, surgiu a chamada iatroquímica, uma doutrina médica que atribuía a causas químicas tudo o que se passava no organismo são ou enfermo. O principal objetivo dessa doutrina era a descoberta e produção de medicamentos.

Todo esse trabalho era eminentemente prático. Os alquimistas contribuíram bastante para o desenvolvimento das técnicas químicas, embora não tivessem se preocupado em explicar os fenômenos.
Devemos salientar, porém, que a busca de uma explicação para a matéria e suas transformações foi objeto de preocupação de alguns pensadores desde antes de Cristo. O filósofo grego Demócrito (460-370 a.C.) imaginou a matéria formada por pequenas partículas indivisíveis denominadas átomos (do grego, a, não; tómos, pedaços). No entanto, durante séculos prevaleceram as ideias de Aristóteles (384-322 a.C.), para quem tudo o que existia no Universo era formado a partir de quatro elementos fundamentais: terra, água, fogo e ar. De acordo com essa ideia e com o esquema ao lado, estavam associadas ao fogo, por exemplo, as qualidades seco e quente, e à água, as qualidades frio e úmido.
A Química somente adquiriu caráter científico a partir do século XVIII, quando o trabalho feito em laboratório (chamado de trabalho experimental) foi vinculado ao esforço de buscar a explicação da natureza da matéria e de suas transformações (explicação teórica).
A lei de Lavoisier
No final do século XVIII, o cientista Antoine Lavoisier realizou uma série de experiências em recipientes fechados (para que não entrasse nem escapasse nada do sistema em estudo) e, efetuando pesagens com balanças mais precisas do que as dos cientistas anteriores, concluiu:
No interior de um recipiente fechado, a massa total não varia, quaisquer que sejam as transformações que venham a ocorrer.
A lei de Lavoisier, portanto, pode ser enunciada também da seguinte maneira:
A soma das massas antes da reação é igual à soma das massas após a reação.
Ou ainda:
Na natureza, nada se perde, nada se cria; a matéria apenas se transforma.
A lei de Proust
Quase na mesma época de Lavoisier, Joseph Louis Proust, efetuando também uma grande série de pesagens em inúmeras experiências, chegou à seguinte conclusão:
Uma determinada substância composta é formada por substâncias mais simples, unidas sempre na mesma proporção em massa.
Essa conclusão é chamada de lei de Proust ou lei das proporções constantes (ou fixas ou definidas).
As duas leis enunciadas—a de Lavoisier e a de Proust—são denominadas leis ponderais, porque falam em massa das substâncias envolvidas. São leis importantíssimas, pois marcam o início (nascimento) da Química como ciência.

FELTRE, Ricardo. Química – Química Geral. Ed. Moderna. 6ª edição. São Paulo. 2004

TECNOLOGIA - 1 EM - ATV01

TECNOLOGIA - 1 EM - ATV01


Cyberbullying


Competências e habilidades:
Produzir conteúdos digitais a partir de um planejamento, colocando em prática a criatividade, ética, responsabilidade e senso crítico, demonstrando habilidades de curadoria e produção de conhecimento.



Preencher a planilha no link a seguir, 








MATEMÁTICA - 1EM - ATV02


MATEMÁTICA - 1EM - ATV02

Funções: Relação entre duas grandezas.

Competências e habilidades:
Saber reconhecer relações de proporcionalidade direta, inversa, direta com o quadrado, entre outras, representando-as por meio de funções.



PROPORÇÃO



PROPORÇÃO
A proporção é definida como a igualdade entre duas razões, caso essa igualdade seja verdadeira, então dizemos que os números que foram as razões na ordem dada são proporcionais.
O estudo das proporções é essencial para o desenvolvimento matemático, pois elas possibilitam-nos relacionar grandezas, assim resolvendo problemas do nosso cotidiano. São exemplos de proporções: escala de um mapa, velocidade média de um móvel, e densidade de uma solução.
A razão entre dois números é o quociente entre eles na ordem em que são dados.
Quando se tem duas razões e ambas estão sendo comparadas por uma igualdade, então temos uma proporção. Caso a igualdade seja verdadeira, então os números serão proporcionais, caso contrário, então eles não serão proporcionais.
Para verificar ou calcular se, de fato, os números são proporcionais, basta aplicar a primeira propriedade, caso a igualdade seja verdadeira, então os números são proporcionais.

Grandezas direta e inversamente proporcionais

Grandeza, em matemática, é tudo aquilo que é possível medir ou mensurar, por exemplo, quantidade, distância, massa, volume etc. As grandezas podem ser diretamente proporcionais (GDP) ou inversamente proporcionais (GIP), vejamos a diferença entre elas:

 

 

Grandezas diretamente proporcionais

Dizemos que duas ou mais grandezas são diretamente proporcionais se a razão dos valores da primeira grandeza é igual à dos valores da segunda grandeza, e assim sucessivamente.
Grandezas inversamente proporcionais
Duas ou mais grandezas serão inversamente proporcionais se a razão entre os valores da primeira for igual ao inverso da razão dos valores da segunda. Podemos interpretar isso de outra maneira, se uma grandeza cresce (↑) e a outra grandeza decresce (↓), então elas são inversamente proporcionais.

MATEMÁTICA - 1EM - ATV01

MATEMÁTICA - 1EM - ATV01

Funções: Relação entre duas grandezas.

Competências e habilidades:
Saber reconhecer relações de proporcionalidade direta, inversa, direta com o quadrado, entre outras, representando-as por meio de funções.



PROPORÇÃO




PROPORÇÃO
A proporcionalidade está presente em muitas situações com as quais nos deparamos diariamente, mas nem sempre nos damos conta dela. Quando compramos, por exemplo, 100g de muçarela por R$ 3,50, já temos a ideia de que se comprássemos 200g dessa mesma muçarela pagaríamos R$ 7,00. Essa e várias outras situações são muito mais comuns em nosso cotidiano do que podemos imaginar. Tais situações podem ser representadas sob a forma de grandezas que variam de maneira interdependente:
Quando x e y são duas grandezas diretamente proporcionais, elas aumentam ou diminuem simultânea e proporcionalmente, ou seja, a razão y/x é constante, resultando em y = k . x (k é uma constante).
Quando x e y são duas grandezas inversamente proporcionais, sempre que uma delas aumenta, a outra diminui na mesma proporção, e vice-versa, de modo que o produto das duas permanece constante: x . y = k, ou seja, y = k/x, onde k é uma constante não nula.

Perceber se existe ou não proporcionalidade entre os elementos presentes naquilo que estamos envolvidos faz grande diferença, pois essa relação facilita muito a resolução de problemas nas várias atividades humanas. 



FÍSICA - 3EM - ATV01

FÍSICA - 3EM - ATV01

Linhas de campo magnético, polos magnéticos e suas representações.

Competências e habilidades:
Identificar as linhas do campo magnético e reconhecer os polos magnéticos de um ímã, por meio de figuras desenhadas, malhas de ferro ou outras representações.



Campo magnético


Campo magnético

   Campo Magnético é a concentração de magnetismo que é criado em torno de uma  carga magnética num determinado espaço. É o ímã que cria o campo magnético, da mesma forma como é a carga elétrica e a massa que, respectivamente, criam os campos elétrico e gravitacional.
     A igualdade numérica de cargas positivas e negativas faz que a ação externa do campo  seja nula. Isso se dá em razão da superposição dos campos elétricos das cargas negativas e das cargas positivas, que resulta em um campo elétrico nulo, ainda que haja campos não nulos no interior do corpo.
     A eletrização ocorre mediante atrito entre dois corpos, que adquirem sinais opostos. Na segunda, quando os corpos são colocados em contato ocorre distribuição da carga elétrica entre eles, que adquirem o mesmo sinal. Na última, não existe contato; o corpo neutro e induzido pelo campo elétrico do corpo que está carregado e adquire (mediante aterramento) sinal oposto ao deste.
     A repulsão entre dois corpos eletrizados ocorre quando ambos têm cargas de mesmo sinal. No caso dos imas, a repulsão se dá quando aproximamos polos de mesmo nome (polo sul com polo sul e polo norte com polo norte).
      É a região próxima a um ímã que influencia outros ímãs ou materiais ferromagnéticos e  paramagnéticos, como cobalto e ferro.
     Compare campo magnético com campo gravitacional ou campo elétrico e verá que todos estes têm as características equivalentes.
      Também é possível definir um vetor que descreva este campo, chamado vetor indução magnética e simbolizado por  . Se pudermos colocar uma pequena bússola em um ponto sob ação do campo o vetor   terá direção da reta em que a agulha se alinha e sentido para onde aponta o polo norte magnético da agulha.
     Se pudermos traçar todos os pontos onde há um vetor indução magnética associado veremos linhas que são chamadas linhas de indução do campo magnético. estas são orientados do polo norte em direção ao sul, e em cada ponto o vetor   tangencia estas linhas.
       As linhas de indução existem também no interior do ímã, portanto são linhas fechadas e sua orientação interna é do polo sul ao polo norte. Assim como as linhas de força, as linhas de indução não podem se cruzar e são mais densas onde o campo é mais intenso.
a origem do campo magnético está na movimentação das cargas elétricas. Quando o campo elétrico oscila em alguma região do espaço, essa oscilação dá origem a um campo magnético orientado em uma direção perpendicular (90º) ao campo elétrico. Para compreendermos melhor as propriedades do campo magnético, fazemos uso de um recurso conhecido como linhas de indução, por meio dele, podemos visualizar melhor o formato do campo magnético.
O campo magnético atribui aos ímãs a capacidade de atraírem-se ou repelirem-se.

Linhas de campo magnético

      As linhas do campo magnético são sempre fechadas, elas nunca se cruzam, e quanto mais próximas estiverem, maior será a intensidade do campo magnético naquela região. Além disso, a região dos magnetos de onde saem linhas de indução é chamada de norte magnético, e a região em que essas linhas de indução imergem é conhecida como sul magnético.
As linhas de indução do campo magnético saem do polo norte e entram no polo sul.

Monopolos magnéticos

Outra característica do campo magnético diz respeito à não existência de monopolos magnéticos, isto é, todo campo magnético apresenta um polo sul e um polo norte, diferentemente do campo elétrico, que permite a existência de cargas positivas e negativas, por exemplo.
    A figura mostra as linhas do campo magnético terrestre que emergem do norte magnético.
      Quando alguma carga elétrica move-se em uma região de campo magnético, uma força magnética, perpendicular à sua velocidade e à direção do campo magnético, surge, produzindo uma deflexão na trajetória das cargas elétricas. Esse fenômeno acontece frequentemente nos polos magnéticos da Terra, que apresentam maior campo magnético e, por isso, são capazes de defletir a partículas carregadas provenientes do vento solar, dando origem às auroras polares.