quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Classificação dos Seres Vivos



ASTRONOMIA PRÉ-HISTÓRICA


http://www.ccvalg.pt/astronomia/historia/pre_historia.htm



Desde tempos imemoriais o homem olhou o céu. Logo após a formação das primeiras sociedades, à noite em torno das fogueiras que serviam de proteção às sociedades primitivas, os primeiros seres humanos terão visto os pontos luminosos que existem no céu e ter-se-ão questionado sobre a origem e significado dos mesmos. Ao longo de séculos, essas pequenas velas cósmicas inspiraram poetas e visionários, que nelas viam o sonho e o almejado atingir de um estado de graça divino.

A história da Astronomia está por isso intimamente ligada à história do próprio Homo Sapiens, enquanto espécie capaz de estruturar sociedades e de construir conhecimento a partir da transmissão de informação de geração para geração.
Muito antes da invenção da escrita, já o céu se constituía como um importante recurso cultural entre as sociedades primitivas por todo o Mundo. Os comerciantes marítimos navegavam pelas estrelas, as comunidades agrícolas usavam-nas para saber quando deviam semear as suas culturas, sistemas ideológicos associavam determinados objetos celestes a eventos cíclicos que associavam quer a entidades terrenas como divinas e começaram a existir algumas técnicas preditivas de determinados eventos, como por exemplo, os eclipses.
Existem alguns exemplos em que é clara a integração dos objetos celestes em culturas pré-históricas. Por exemplo, foram encontradas máscaras em que é clara a integração de elementos celestes nas mesmas; esse tipo de motivos continua patente em muitas tribos primitivas atuais (ver Figura 1).
 

Figura 1 - Espírito da Lua dos Inuit. O rebordo em torno da máscara representa o ar, os aros representam os níveis do cosmos e as penas representam as estrelas. Nesta cultura Árctica a Lua fornece a maior parte da luz durante os meses de inverno pelo que ocupa um lugar proeminente na sua cultura.
Crédito: Hoskins,1997
 

Figura 2 - Sir Norman Lockyer.
 
Terão as culturas pré-históricas europeias tido uma cultura quase científica de observações precisas, que levassem mesmo à previsão de certos eventos? Ao longo da Europa existem restos megalíticos, construídos nos terceiro e segundo milênios antes de Cristo, que contêm alinhamentos que foram elaborados por razões astronômicas.
Sir Norman Lockyer (Figura 2), um astrônomo inglês do século XX, afirmou a este respeito:
Pela minha parte, considero que é agora completamente inequívoco, que os nossos antigos monumentos foram construídos para marcar os locais de nascente e poente de certos corpos celestes.
O tipo de alinhamentos referidos por Lockyer encontra-se patente em diversos monumentos megalíticos, dos quais o mais proeminente é Stonehenge (Figura 3).
O alinhamento de Stonehenge ao meio-dia do solstício é talvez a maior manifestação da Astronomia dos nossos antepassados. Não é provável, apesar da precisão que se verifica com certas efemérides astronômicas, que Stonehenge tenha funcionado como observatório astronômico, no sentido atual do termo, sendo mais provável que tenha sido um local de culto para rituais pagãos ligados a essas mesmas efemérides. O eixo do alinhamento de Stonehenge encontra-se na direção do nascer-do-sol no solstício de Inverno, e em direção ao pôr-do-sol no solstício de Verão.
Elementos megalíticos deste tipo são comuns na Grã-Bretanha, encontrando-se os círculos exteriores constituídos por 27 ou 28 pedras, que representam a duração do ciclo lunar. A Figura 4 representa uma reconstituição de Stonhenge, considerado como círculo de pedras estruturado de forma padrão.
 
 

Figura 3 - Stonehenge.
Crédito: Hoskins, 1997
 

Figura 4 - Reconstituição do que terá sido o aspecto de Stonehenge no segundo milênio antes de Cristo.
Crédito: North, 1994
 
 
Em Portugal, existe um monumento megalítico deste tipo, próximo de Évora: o Cromeleque dos Almendres (coordenadas geográficas: 38° 33.45291'N 08° 03.67664'W).

Figura 5 - Cromeleque de Almendres.
O Cromeleque dos Almendres constitui a maior planta neolítica da Península Ibérica, com 92 menires parcialmente trabalhados formando círculos e alinhamentos relacionados com efemérides astronômicas.
 
CONSTELAÇÕES
O olhar para o céu desde cedo levantou a questão da sua organização. De facto, a necessidade do Homem organizar e catalogar a informação está patente no nosso quotidiano em quase todas as áreas de atividade. Quando entramos num supermercado, por exemplo, sabemos que se num expositor se encontram massas, provavelmente nesse expositor não haverá leite. Tal como se criou os mapas para nos orientarmos ao nível do solo, o Homem criou cartas celestes para se orientar através dos céus. Nas cartas celestes, as constelações são o equivalente aos países dos mapas e as estrelas o equivalente às povoações.
 
 
  
 
Figura 6 - Constelações do Hemisfério Norte. A - Os traços de união que permitem construir figuras imaginárias; B - Na Antiguidade chegavam mesmo a atribuir formas tridimensionais em torno dos traços da união.
 
 
As constelações são padrões que os seres humanos percepcionaram a partir da distribuição aleatória das estrelas visíveis no céu à vista desarmada. Representam a projeção de figuras ou imagens com relevância social, tecnológica ou mitológica para aqueles que as inventaram na época em que viviam. Originalmente refletiam uma crença supersticiosa que os céus continham entidades ou divindades que no passado, presente ou futuro, poderiam afetar o destino humano. Esta crença ainda hoje se mantém com uma estranha adesão popular à astrologia. As estrelas de uma dada constelação não têm normalmente qualquer relação física entre elas e podem encontrar-se a distâncias completamente diferentes da Terra. Para os astrônomos atuais as constelações são auxiliares de memória que permitem saber melhor as coordenadas numéricas e ter uma ideia aproximada de qual é a área do céu que está a ser referida numa conversa.
A nossa abordagem vai considerar sobretudo as constelações ocidentais; no entanto, não deve ser esquecido que existem diversas formas tradicionais de definir as constelações para além destas. Por exemplo, as cartas celestes chinesas tinham 28 casas lunares e 122 agrupamentos de constelações. Os índios dos Andes possuíam uma série de nomes de constelações, tal como os navegadores da Polinésia.
Houveram tentativas audaciosas de redesenhar todo o céu: por exemplo, Julius Schiller no seu Coelum Stellatum Christianum..., publicado em Augsburgo em 1627, tentou substituir os símbolos pagãos por santos cristãos, baseado nos mesmos agrupamentos de estrelas.
A versão atual das constelações começou a ser traçada por Ptolomeu, que compilou as crenças anteriores à sua existência no primeiro catálogo real de estrelas, o Almagest. Diz-se frequentemente que todos os nomes tradicionais de estrelas como "Aldebaran" ou "Betelgeuse" são de origem árabe, mas isto é simplificar demasiadamente a questão, pois os nomes das estrelas têm inúmeras origens linguísticas, tendo os nomes das estrelas do Hemisfério Sul, como por exemplo "Acrux", sido atribuídos na Idade Moderna. O catálogo de Ptolomeu continha 48 constelações incluindo já as mais famosas e espetaculares como Orionte, o Touro, Pégaso, entre outras.
Com o passar do tempo, as constelações foram ilustradas em vários manuscritos, especialmente nos manuscritos árabes. Em 1482 surgiu a primeira edição de Poeticon Astronomicon de Caius Julius Hyginus, o primeiro livro a conter representações impressas das constelações mais proeminentes.
Desde então têm sido escritos imensos livros dedicados à descrição e representação das constelações.
Para um astrofísico, a constelação é uma região contida dentro de limites definidos em função da ascensão recta e da declinação que se encontram na área onde os antigos imaginavam as figuras que deram o nome à constelação.
 

Figura 7 - Concepção das Constelações. Na Antiguidade atribuíram nomes do seu quotidiano ou do seu imaginário às constelações. Hoje seria possível imaginar objectos. A - Centauro; B - Sagitário.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Reino Fungi


Reino Fungi

Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon). É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por praticamente qualquer tipo de ambiente.

Os Fungos e sua Importância

Ecológica
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se beneficiam. Além desses modos mais comuns de vida, existem alguns grupos de fungos considerados predadores que capturam pequenos animais e deles se alimentam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam, degradando-o à moléculas simples, que são absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.

Fungos apodrecendo o morango.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes. Juntamente com as bactérias saprófagas, eles compõem o grupos dos organismos decompositores, de grande importância ecológica. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Apesar desse aspecto positivo da decomposição, os fungos são responsáveis pelo apodrecimento de alimentos, de madeira utilizada em diferentes tipos de construções de tecidos, provocando sérios prejuízos econômicos. Os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem.

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo; as pequenas manchas negras, indicando necrose em folhas, como a da soja, ilustrada a seguir, são devidas ao ataque por fungos.
      
Folha da soja com sintomas da ferrugem asiática.

Em muitos casos os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Das células da planta captam açúcares para a sua alimentação.
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem associados a raízes de plantas formando asmicorrizas (mico= fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.

Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as gramínias em geral.
As micorrizas são muito freqüentes também em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como os cerrados, no território brasileiro. Nesses casos, elas representam um fator importânte de adaptação, melhorando as condições de nutrição da planta.
Certos grupos de fungos podem estabelecer associações mutualísticas com cianobactérias ou com algas verdes, dando origem a organismos denominados líquens. Estes serão discutidos posteriormente.

Econômica
Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns são anaeróbios e realizam afermentação.
Camembert
Destes últimos, alguns são utilizados no processo defabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécieSaccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açucar em álcool etílico e CO2 (fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de  O2 realizam a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.
Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve.
Roquefort
O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a "liga" do pão. Pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto quanto os feitos com farinha rica em glúten.
Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente.

Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. É o caso da Morchellae da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.

Morchella
 
Agaricus

Doenças Causadas por Fungos
Micose em couro cabeludo

As micoses que aparecem comumente nos homens são doenças provocadas por fungos. As mais comuns ocorrem na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte da superfície do corpo.
São comuns as micoses do couro cabeludo e da barba (ptiríase), das unhas e as que causam as frieiras (pé-de-atleta).
As micoses podem afetar também as mucosas como a da boca. É o caso so sapinho, muito comum em crianças. Essa doença se manifesta por multiplos pontos brancos na mucosa.
Existem, também, fungos que parasitam o interior do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões.

Sensacional fenômeno de ocultação de Vênus pela Lua dia 8 /9/13. Imperdível!

www.oba.org.br 

Sensacional fenômeno de ocultação de Vênus pela Lua dia 8 /9/13. Imperdível!
Vênus é o planeta mais brilhante visto pelo nosso céu. Desde meados de julho ele vem iluminando os fins de tarde. E no próximo dia 8 de setembro poderemos admirar mais um fenômeno astronômico de fácil observação: a ocultação do brilhante Vênus pela Lua. 
Nessa data, o nosso satélite natural passará bem em frente ao planeta encobrindo-o completamente. Isso ocorrerá por volta das 19h em muitas cidades do Sul, situadas abaixo de Florianópolis (latitudes Sul maiores que 27 graus). Basta olhar na direção da Lua muitos minutos antes para sentir como “evolui” o fenômeno. Depois, o astro poderá ser visto novamente, reaparecendo no lado iluminado (brilhante) da Lua. Quem mora em regiões do país acima de Florianópolis, não verá a ocultação. Mas valerá a pena olhar a beleza do quadro que se formará com a passagem da Lua muito ‘próxima’ a Vênus”. 
A ocultação ocorrerá no lado poente após o pôr do Sol. A Lua terá um tom acinzentado na ocasião. Um pouco abaixo (cerca de 3 graus = 6 vezes o diâmetro aparente da Lua) dela, estará a estrela Espiga (ou Spica), a qual é de primeira magnitude, pertencente à constelação da Virgem. Ela tem importância histórica, pois é mostrada na bandeira brasileira acima da faixa Ordem e Progresso representando o estado do Pará.
 Vênus não é o único astro que está sendo observado no céu noturno. Desde o mês passado, temos visto Saturno transitar pelo nosso céu. E no dia  da ocultação, ele estará  a cerca de 10 graus acima de Vênus e Lua, quase em linha com Spica.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gás Sarin



Por Ana Maria da Luz
O gás sarin é um gás altamente tóxico, pertencente ao grupo dos organo-fosforados, cuja fórmula molecular é C4H10PFO2. Foi descoberto acidentalmente em 1936 por Gerhard Scharader, químico alemão, durante uma síntese de defensivos agrícolas.  Esse gás é encontrado na forma líquida ou vapor, possui odor adocicado. Seu ponto de fusão é de -57°C,  ponto de ebulição de 147°C e densidade 1,089 g/mL. Por ser um gás perigoso não há divulgação de sua síntese , pois, se isso acontecer poderá ser fabricado e utilizado de forma inadequada. O ácido fosfórico (H3PO4) presente na molécula do gás Sarin e a temperatura, são fatores que aceleram a reação do gás, fazendo com que a mesma se torne rápida.

gas sarinUtilização

  • Utilizado por militares como arma química nas guerras, era aplicado através de aviões, observando a direção do vento, podendo assim ser lançado de longa distância. No entanto, o piloto também corria o risco de ser contaminado.
  • Foi utilizado num atentado ao metrô em 1995 na cidade de Tóquio no Japão, matando 11 pessoas e intoxicando mais de 5 mil.
  • Na preparação de mísseis geralmente mistura-se o gás Sarin ao isopropanol ou isopropalamina.

Sintomas

Quando uma pessoa é contaminada por esse gás pode apresentar vômitos, dores de cabeça, insuficiência respiratória, suor excessivo, diminuição dos batimentos cardíacos, convulsões, espasmo muscular entre outros.

Ação no organismo e descontaminação

Atua no sistema nervoso central impedindo a enzima acetilcolinesterase de transmitir impulsos nervosos ao organismo, sendo assim, os músculos se desordenam fazendo com que os órgãos parem de funcionar. É absorvido através dos olhos, pele, e também pela ingestão ou inalação. Em concentrações de 200 mg de sarin/m³,  age muito rápido no organismo causando a morte em poucos minutos.
Existem antídotos inibidores do gás Sarin no organismo, como a atropina na forma de sulfato de atropina, mas é preciso ser aplicado imediatamente após ser contaminado. Outra ação imediata deve ser a remoção das roupas da pessoa contaminada e a lavagem ou evaporação do gás existente no local. Nunca fazer respiração boca a boca na vítima e encaminhá-la rapidamente para atendimento médico.
Sua ação depende do pH do meio onde ele se encontra,  ou seja, em pH ácido, entre 2 e 8 esse gás é altamente potente. Assim, pode-se neutralizar seus efeitos utilizando soluções alcalinas de carbonato de sódio (Na2CO3), hidróxido de sódio (NaOH) ou hidróxido de potássio (KOH).
Para não correr o risco de se contaminar com o gás Sarin, a melhor prevenção é a proteção física com máscaras de gases e roupas adequadas, no caso da sua utilização para fins legais. Mas a melhor proteção é a conscientização de que esse tipo de arma química não deveria estar em uso.
Fontes:
http://www.quiprocura.net/armasq/sarin.htm
http://www.escolainterativa.com.br/canais/18_vestibular/estude/quimi/tem/qui_tem031.asp
Foto: http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/06/peritos-independentes-confirmam-uso-de-armas-quimicas-na-siria

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

As incríveis criaturas microscópicas que habitam uma gota de água

As incríveis criaturas microscópicas que habitam uma gota de água


Vida microscópica - goda de água (4)
Quando uma gota de água de uma lagoa é examinada no microscópio, são essas incríveis criaturas que vemos! Como poucos de nós temos um microscópio em casa, temos todos que agradecer o cinegrafista Peter Matulavich, de Ohio (EUA), por capturar essas imagens em alta definição, editá-las e postar o vídeo no Youtube.
Vida microscópica - goda de água (1)
Vida microscópica - goda de água (2)
Vida microscópica - goda de água (3)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Leis Ponderais

http://www.alunosonline.com.br/quimica/leis-ponderais.html
Lavoisier e Proust foram os cientistas que criaram as principais leis ponderais

As leis ponderais são aquelas que relacionam matematicamente as massas das substâncias presentes nas reações. Entre elas existem duas mais importantes, que são: Lei de conservação das massas e Lei das proporções constantes.Essas leis foram criadas, respectivamente, por Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) e por Joseph Louis Proust (1754-1826). Vejamos sucintamente do que se trata cada uma delas:
  • Lei de Conservação da Massa ou Lei de Lavoisier:
Popularmente essa lei é conhecida pela famosa frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma”.
Lavoisier enunciou essa lei assim: “Em um sistema fechado, a massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos”.
Ele chegou a essa conclusão depois de pesar uma retorta contendo mercúrio metálico antes de sofrer calcinação. Após a reação química, ele pesou novamente o sistema que continha como produto o óxido de mercúrio II. Lavoisier observou que a massa do sistema se conserva, o que significa que os átomos das substâncias se rearranjaram para formar novas substâncias, porém nenhum deles “desapareceu”.
Essa é uma lei da “natureza”, pois é verificada em todas as reações químicas.
  • Lei das Proporções Constantes ou Lei de Proust:
Assim como Lavoisier, Proust realizou uma série de experiências e chegou à seguinte conclusão:
“Uma dada substância composta é formada por substâncias mais simples, unidas sempre na mesma proporção em massa”.
Por exemplo, a água sempre é formada por 11,1% de massa de hidrogênio e 88,9% em massa de oxigênio. Portanto, se temos 100 g de água, 11,1 g é de hidrogênio e 88,9 g é de oxigênio. Dividindo esses valores chegamos à proporção de 1:8; o que significa que, na formação da água, a combinação do hidrogênio com o oxigênio sempre deve ocorrer na proporção de 1 para 8 em massa. Assim, se formos produzir 45 g de água, serão necessários 5 g de hidrogênio e 40 g de oxigênio. Já se formos produzir o dobro de água (90 g), os valores de massa do hidrogênio e do oxigênio também irão dobrar, ou seja, 10 g de hidrogênio e 80 g de oxigênio. Note que a proporção nos dois casos permaneceu a mesma (1:8), assim como nos casos mostrados abaixo em que se mostra o caminho inverso, ou seja, a decomposição da água:
Proporções constantes da água
Essa também é uma lei da “natureza”, pois ocorre em todos os casos. Desse modo, toda substância apresenta uma proporção constante em massa na sua composição.

Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nomenclatura Científica

Nomenclatura Científica

Nomenclatura é a atribuição de nomes (nome científico) a organismos e às categorias nas quais são classificados.
O nome científico é aceito em todas as línguas, e cada nome aplica-se apenas a uma espécie.
Há duas organizações internacionais que determinam as regras de nomenclatura, uma para zoologia e outra para botânica. Segundo as regras, o primeiro nome publicado (a partir do trabalho de Lineu) é o correto, a menos que a espécie seja reclassificada, por exemplo, em outro gênero. A reclassificação tem ocorrido com certa frequência desde o século XX. O Código Internacional de Nomenclatura Zoológica preconiza que neste caso mantém-se a referência a quem primeiro descreveu a espécie, com o ano da decisão, entre parênteses, e não inclui o nome de quem reclassificou. Esta norma internacional decorre, entre outras coisas, do fato de ser ainda nova a abordagem genética da taxonomia, sujeita a revisão devido a novas pesquisas científicas, ou simplesmente a definição de novos parâmetros para a delimitação de um táxon, que podem ser morfológicos, ecológicos, comportamentais etc.
O sistema atual identifica cada espécie por dois nomes em latim: o primeiro, em maiúscula, é o gênero, o segundo, em minúscula, é o epíteto específico. Os dois nomes juntos formam o nome da espécie. Os nomes científicos podem vir do nome do cientista que descreveu a espécie, de um nome popular desta, de uma característica que apresente, do lugar onde ocorre, e outros. Por convenção internacional, o nome do gênero e da espécie é impresso em itálico, grifado ou em negrito, o dos outros táxons não. Subespécies têm um nome composto por três palavras.
Ex.: Canis familiares, Canis lupus, Felis catus.

Nomenclatura popular
A nomeação dos seres vivos que compõe a biodiversidade constitui uma etapa do trabalho de classificação. Muitos seres são "batizados" pela população com nomes denominados populares ou vulgares, pela comunidade científica.
Esses nomes podem designar um conjunto muito amplo de organismos, incluindo, algumas vezes, até grupos não aparentados.
O mesmo nome popular pode ser atribuído a diferentes espécies, como neste exemplo:

Ananas comosus 
 
Ananas ananassoides

Estas duas espécies do gênero ananas são chamadas pelo mesmo nome popular Abacaxi.
Outro exemplo é o crustáceo de praia Emerita brasiliensis, que no Rio de Janeiro é denominado tatuí, e nos estados de São Paulo e Paraná é chamado de tatuíra.
Em contra partida, animais de uma mesma espécie podem receber vários nomes, como ocorre com a onça-pintada, cujo nome científico é Panthera onca.

Outros nomes populares:
canguçu, onça-canguçu, jaguar-canguçu
Um outro exemplo é a planta Manihot esculenta, cuja raiz é muito apreciada como alimento. Dependendo da região do Brasil, ela é conhecida por vários nomes: aipim, macaxeira ou mandioca.
Considerando os exemplo apresentados, podemos perceber que a nomenclatura popular varia bastante, mesmo num país como o Brasil, em que a população fala um mesmo idioma, excetuando-se os idiomas indígenas. Imagine se considerarmos o mundo todo, com tantos, com tantos idiomas e dialetos diferentes, a grande quantidade de nomes de um mesmo ser vivo pode receber. Desse modo podemos entender a necessidade de existir uma nomenclatura padrão, adotada internacionalmente, para facilitar a comunicação de diversos profissionais, como os médicos, os zoólogos, os botânicos e todos aqueles que estudam os seres vivos.

Classificação e Nomenclatura




Numa tentativa de universalizar os nomes de animais e plantas, já de há muito os cientistas vinham procurando criar uma nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos. No primeiro livro de Zoologia publicado por um americano, Mark Catesby, por volta de 1740, o pássaro conhecido por tordo (o sabiá americano) foi denominado cientificamente assim: Turdus minor cinereo-albus, que significava: tordo pequeno branco-acinzentado sem manchas.
Era uma tentativa de "padronizar" o nome do tordo, de tal forma que assim ele pudesse ser conhecido em qualquer idioma. Mas, convenhamos, o nome proposto por Mark Catesby era muito grande para um pássaro tão pequeno.
Já em 1735, o sueco Karl von Linné, botânico sueco, conhecido por Lineu, lançava seu livro Systema Naturae, onde propunha regras para classificar e denominar animais e plantas.

Categorias taxionômicas

Reino: é um grupo de filos; Filos: é um grupo de classes; Classes: é um grupo de ordens; Ordem: é um grupo de famílias; Família: é um grupo de gêneros; Gênero: é um grupo de espécies; Espécie: é um grupo de indivíduos semelhantes que se reproduzem entre si, gerando descendentes férteis.
Um exemplo de classificação de animal. O modelo classificado a ser classificado vai ser o cão.
Reino: Animalia ou Metazoa (se enquadram todos os animais existentes na Terra); Filo: Chordata (saíram os invertebrados. Ficaram os cordados); Subfilo: Vertebrata (saiu o anfioxo, protocardo, ficaram somente os vertebrados); Classe: Mammalia (saíram peixes, anfíbios, répteis e aves. Ficaram somente os mamíferos); Ordem: Carnívora (saíram herbívoros e roedores. Ficaram somente os carnívoros); Família: Canidae (saíram os felídeos e ursídeos. Ficaram apenas os canídeos); Gênero: Canis (saiu a raposa. Ficaram o cão e o lobo, que pertencem ao gênero Canis Espécie: Canis familiaris (Saiu o lobo. Ficou o cão).

Regras de nomenclatura

O nome do gênero e da espécie devem ser escrito em latim e grifados; Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo indica o seu gênero e o segundo, a sua espécie. Ex: Canis familiaris (cão); Musca domestica (Mosca); O nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o da espécie com inicial minúscula. Ex: Homo sapiens (Homem);
OBS: Nos casos em que o nome da espécie se refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi (ou Cruzi) — nome dado por Carlos Chagas ao micróbrio causador da doença de Chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz; Quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere a pessoas), depois do nome da espécie. Exs: Rhea americana alba (ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza); Nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero. Ex: Anopheles (Nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito). Reino do mundo vivo Em 1969, Whittaker idealizou um moderno sistema de classificação que distribuiu os seres vivos em cinco reinos — Monera, Protista, Fungi, Metaphyta e Metazoa.
REINOS
CARACTERÍSTICAS
REPRESENTANTES
Monera
Unicelulares e procariontesBactérias e algas azuis
Protista
Unicelulares e eucariontesProtozoários e certas algas
Fungi
Uni ou pluricelulares, eucariontes e heterótrofos por absorçãoFungos
Plantae
Pluricelulares, eucariontes e autótrofosTodos vegetais
Animalia
Pluricelulares, eucarionte e heterótrofos por ingestãoTodos os animais

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/classificacao-dos-seres-vivos/classificacao-e-nomenclatura.php

NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS

http://netopedia.tripod.com/biolog/nomenc.htm

Numa tentativa de universalizar os nomes de animais e plantas, já de há muito os cientistas vinham procurando criar uma nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos. No primeiro livro de Zoologia publicado por um americano, Mark Catesby, por volta de 1740, o pássaro conhecido por tordo (o sabiá americano) foi denominado cientificamente assim: Turdus minor cinereo-albus, que significava: tordo pequeno branco-acinzentado sem manchas.
Era uma tentativa de "padronizar" o nome do tordo, de tal forma que assim ele pudesse ser conhecido em qualquer idioma. Mas, convenhamos, o nome proposto por Mark Catesby era muito grande para um pássaro tão pequeno.
Já em 1735, o sueco Karl von Linné, botânico sueco, conhecido por Lineu, lançava seu livro Systema Naturae, onde propunha regras para classificar e denominar animais e plantas.
Categorias taxionômicas

Reino: é um grupo de filos; Filos: é um grupo de classes; Classes: é um grupo de ordens; Ordem: é um grupo de famílias; Família: é um grupo de gêneros; Gênero: é um grupo de espécies;Espécie: é um grupo de indivíduos semelhantes que se reproduzem entre si, gerando descendentes férteis.
Um exemplo de classificação de animal. O modelo classificado a ser classificado vai ser o cão.
Reino: Animalia ou Metazoa (se enquadram todos os animais existentes na Terra);
Filo: Chordata (saíram os invertebrados. Ficaram os cordados);
Subfilo: Vertebrata (saiu o anfioxo, protocardo, ficaram somente os vertebrados);
Classe: Mammalia (saíram peixes, anfíbios, répteis e aves. Ficaram somente os mamíferos);
Ordem: Carnívora (saíram herbívoros e roedores. Ficaram somente os carnívoros);
Família: Canidae (saíram os felídeos e ursídeos. Ficaram apenas os canídeos);
Gênero: Canis (saiu a raposa. Ficaram o cão e o lobo, que pertencem ao gênero Canis
Espécie: Canis familiaris (Saiu o lobo. Ficou o cão).
Regras de nomenclatura
  • O nome do gênero e da espécie devem ser escrito em latim e grifados;
  • Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo indica o seu gênero e o segundo, a sua espécie. Ex: Canis familiaris (cão); Musca domestica(Mosca);
    O nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o da espécie com inicial minúscula. Ex: Homo sapiens (Homem);
    OBS: Nos casos em que o nome da espécie se refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi (ou Cruzi) — nome dado por Carlos Chagas ao micróbrio causador da doença de Chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz;
  • Quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere a pessoas), depois do nome da espécie. Exs: Rhea americana alba (ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza);
  • Nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero. Ex: Anopheles (Nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito).
Reino do mundo vivo
Em 1969, Whittaker idealizou um moderno sistema de classificação que distribuiu os seres vivos em cinco reinos — Monera, Protista, Fungi, Metaphyta e Metazoa.


REINOS
CARACTERÍSTICAS
REPRESENTANTES
MoneraUnicelulares e procariontesBactérias e algas azuis
ProtistaUnicelulares e eucariontesProtozoários e certas algas
FungiUni ou pluricelulares, eucariontes e heterótrofos por absorçãoFungos
PlantaePluricelulares, eucariontes e autótrofosTodos vegetais
AnimaliaPluricelulares, eucarionte e heterótrofos por ingestãoTodos os animais