segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Técnica garante controle da dor em tratamento de canal

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2010/ju480_pag08.php#



Testes feitos no Cecom mostram que anestesia
intraóssea foi eficaz em 96,8% dos pacientes
O tratamento dentário de canal ou endodôntico não precisa mais ser tão doloroso quando há uma inflamação no dente. Uma pesquisa realizada no Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp testou a técnica intraóssea em 60 pacientes com inflamação pulpar em molares inferiores, que são os dentes mais difíceis de serem anestesiados. Utilizar a técnica anestésica intraóssea garantiu o controle total de dor em 96,8% dos pacientes. Ou seja, propiciou um tratamento livre do incômodo das dores tão temidas pelos pacientes, uma vez que as técnicas tradicionais alcançam, apenas, em torno de 60% de eficácia.
Os testes foram feitos pelo endodontista Leandro Augusto Pinto Pereira, como parte de sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Pereira já utilizava a técnica há muitos anos em seu consultório com resultados positivos e quis levar para o crivo científico a alternativa de tratamento. Segundo ele, a ideia é divulgar o procedimento no Brasil, pois é pouco conhecido entre os profissionais da área, mesmo tendo sido criado em 1932. “Os profissionais não conhecem a técnica, e entre aqueles que a conhecem, existe a ideia de que o procedimento é mais invasivo do que o método tradicional de se injetar o medicamento no tecido mole do local a ser tratado”, explica Pereira, que contou com a orientação do professor José Ranali.
A técnica consiste em realizar uma pequena perfuração – do calibre de uma agulha – no osso adjacente ao dente a ser tratado. Para isso, inicialmente é realizada uma anestesia no local e, na sequência, após realizar a perfuração, injeta-se a solução anestésica próxima às raízes do dente inflamado. Uma conduta comum adotada em consultórios odontológicos para o tratamento endodôntico é a prescrição de antibiótico e/ou antiinflamatórios prévios ao tratamento para “desinflamar” o dente e, então, proceder ao tratamento do canal. Para Pereira, esta forma de se tratar o canal deve mudar. “Não existe nenhum suporte científico que mostre uma melhor eficácia anestésica com a administração prévia de antibióticos para minimizar a dor durante o procedimento. Pelo contrário, na presença da chamada dor de dente, a intervenção clínica é primordial e deve ser feita de forma imediata. A administração de medicamentos, quando necessária, deve ser coadjuvante no controle da dor pós-operatória”, explica.
O endodontista alerta que a técnica não é recomendada para pacientes que possuem algum tipo de problema cardiovascular, uma vez que pode resultar em aumento da frequência cardíaca. Esta seria uma segunda escolha para a anestesia em pacientes cardiopatas. No entanto, na pesquisa a injeção lenta da solução anestésica, associada ao pequeno volume necessário para anestesia, não levou a nenhum efeito cardiovascular indesejável.


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Publicação
Tese 
“Eficácia anestésica e efeitos cardiovasculares das soluções de articaína 4% com epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000 administradas pela técnica intraóssea para o tratamento endodôntico de molares inferiores com pulpite irreversível sintomática”
Autor: Leandro Augusto Pinto Pereira
Orientador: José Ranali
Unidade: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP)
Financiamento: Funcamp

Um comentário:

  1. Boa tarde, gostaria de saber se já exste alguma clínica que aplica este tipo de tratamento, pois, estou preciasando fazer um tratamento de canal e quero evitar dores (já fiz um que foi bem doloroso)? meu e-mail é daniel-nicolau@hotmail.com

    Obrigado!!

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